quinta-feira, 29 de maio de 2008

Riscos de Tomar "Bomba"

Depois de meses suando a camisa todos os dias na academia, você resolve partir para o consumo de anabolizantes esperando conquistar aquele visual tão desejado. Mas será que o uso sem orientação médica de esteróides anabólicos não é um risco para a sua saúde?

"Os anabolizantes são drogas que ajudam na construção de tecidos orgânicos, como a massa muscular. Isso é importante em casos especiais, como, por exemplo, em alguns casos de pós-operatórios de cirurgias extensas ou em pessoas desnutridas", explica o endocrinologista Marcello Bronstein. De efeito rápido, as "bombas" (como são conhecidas popularmente) atraem pessoas em busca de ganho muscular em um curto espaço de tempo. "Os resultados são muito rápidos. Em 20 dias, você já tem alterações bastante significativas", comenta Paulo Zogaib, médico do esporte da Universidade Federal de São Paulo.

Segundo Zogaib, um fisiculturista pode ganhar até 30kg de massa muscular com a combinação de exercícios físicos e ingestão de anabolizantes. "Com o anabolizante, além de ganhar mais massa muscular o indivíduo ainda melhora sua capacidade de treino", complementa. Apesar de não serem drogas ilícitas e que podem, inclusive, ser indicadas a pacientes em casos terminais de câncer ou com queimaduras em mais de 50% do corpo, por exemplo, os anabolizantes significam sérios riscos à saúde quando usados indiscriminadamente.

"Aumento de pressão arterial e da agressividade, sobrecarga do fígado e arritmia cardíaca são alguns dos efeitos colaterais que podem aparecer", alerta Zogaib. Dependendo do tempo de uso e da dose ingerida, alguns efeitos colaterais podem ser irreversíveis, como a atrofia dos testículos ou a involução mamária e hipertrofia (aumento) do clitóris na mulher. "Quando o anabolizante contém hormônio de crescimento pode ocorrer ainda acromegalia. A pessoa fica deformada, com mãos e pés maiores do que o considerado normal", acrescenta Bronstein.

Efeitos colaterais dos anabolizantes: Alteração do colesterol, aparecimento de espinhas, arritmia cardíaca, aumento da agressividade, aumento de pressão arterial, desenvolvimento de pêlos no corpo e sobrecarga no fígado.

Comum aos homens: Câncer de próstata, ginecomastia (desenvolvimento de seios em homens, inibição da produção de espermatozóides, podendo haver atrofia dos testículos em casos mais severos.

Comum às mulheres: Engrossamento da voz, hipertrofia (aumento) do clitóris e involução das mamas.

É Tempo de Infecção Respiratória

Estiagem, frio e poluição típicos desta época dobram número de atendimentos nos hospitais. Os 18 dias de estiagem e as mudanças climáticas típicas deste período já provocam muito mais danos do que apenas transtornos nos transportes. A baixa umidade vem condensando a poluição da cidade na parte baixa da atmosfera, tornando o ar do RJ até 10% mais poluído, de acordo com a Divisão da Qualidade do Ar (Diar) da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feema).

Depois do ápice da epidemia de dengue, os pacientes agora sofrem com infecções respiratórias e, em alguns hospitais, chega a dobrar o número de atendimentos só para doenças pulmonares. Segundo a química industrial Maria Isabel de Carvalho, chefe da Diar, o período de maio a setembro – que concentra massas de ar seco – é mais propício ao desenvolvimento de doenças respiratórias, especialmente entre idosos e crianças.

De acordo com o pediatra e pneumologista Sidnei Ferreira, diretor do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), a partir de abril o número de infecções respiratórias chega a "mais que dobrar" no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da UFRJ, onde trabalha: Além da poluição, as mudanças bruscas de temperatura aumentam muito as infecções respiratórias.

Doenças pulmonares crônicas estão em quinto lugar no ranking de letalidade no Brasil, atingindo cerca de 6 milhões de pessoas e matando, ao ano, em torno de 30 mil. Segundo o meteorologista Lúcio de Souza, do Instituto Nacional de Meteorologia, a estiagem provocou um fenômeno comum nesta época do ano. Movimentos subsidentes deslocam a massa de ar seco de cima para baixo, concentrando camadas de poluição nas partes mais baixas da atmosfera. Por ficar no litoral, o Rio dificilmente atinge níveis perigosos de baixa umidade.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Novas Armas Contra o Fumo

Um feto morto em meio a vários cigarros e uma família sofrendo ao ver o pai internado são algumas das novas imagens de advertência que virão nas embalagens de cigarros. As peças serão divulgadas hoje, pelo Ministério da Saúde, em comemoração ao Dia Mundial sem Tabaco. O ministério lança ainda a nova campanha publicitária de combate ao fumo, com o slogan “Fique esperto, começar a fumar é cair na deles”.

No Rio, fumar em locais fechados fica proibido a partir sábado, Dia Mundial sem Tabaco. Especialistas apóiam o decreto municipal e dão dicas de como se livrar da dependência do tabaco. “O tabagismo mata 200 mil brasileiros ao ano por diversas doenças, principalmente por câncer, doenças cardiovasculares e enfisema pulmonar.

Parar de fumar não é fácil, mas é possível”, diz o pneumologista Ricardo Meirelles, da Divisão de Controle do Tabagismo, do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Segundo ele, a primeira semana sem fumar é a mais difícil de ser vencida devido à falta da nicotina. “O início é pior porque a fissura por cigarro é mais intensa. Mas ela dura cinco minutos. Ou seja, o paciente precisa resistir a esses cinco minutos sem fumar”, alerta. E na primeira semana a fissura ocorre várias vezes por dia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) apresenta hoje ao Governo federal série de recomendações para aprimorar a política de controle do tabagismo. O documento contém censuras à política brasileira para o setor. E vai sugerir que o Brasil reveja a prática de preços para cigarros e acelere a implantação de ambientes livres de fumo. Essas duas medidas, combinadas, são consideradas essenciais para reduzir e prevenir o tabagismo mundialmente. Embora tenha exercido a liderança durante anos na adoção de ações de combate ao consumo de cigarro, o Brasil ainda mantém dois pontos vulneráveis.

O preço do cigarro brasileiro é um dos mais baratos do mundo, o que favorece o consumo do tabaco, principalmente entre os jovens. No Rio, estão programados eventos com alertas sobre os males do tabagismo.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Pó Regenerador é Esperança Para Amputados

Um pó a base de bexiga de porco é a nova esperança para a regeneração de tecidos humanos. O caso que ilustra a descoberta é de Lee Spievak, 69 anos (na foto), que perdeu, há três anos, a ponta do dedo médio da mão esquerda e viu o membro se regenerar a partir do uso do produto.

Também conhecido por matriz extra celular, o pó já é usado em cavalos para curar ferimentos e foi receitado ao homem com o dedo cortado pelo seu irmão, que era veterinário e morreu há dois meses. Spievak conta que aplicou o pó todos os dias no ferimento e viu o local se regenerar em quatro semanas, recuperando até a sensibilidade e a impressão digital.

Segundo ele, a única diferença é que a pele do dedo "novo" não é tão ressecada quanto a original e ele tem que cortar as unhas desse dedo mais freqüentemente. O tratamento começou na universidade de Pittsburg, na Pensilvânvia, e é fruto do trabalho de mais de 20 anos de pesquisadores. Foram eles que descobriram as propriedades regenerativas das células internas da bexiga e do intestino do porco.

Um teste com a matriz extra celular está sendo feito atualmente em soldados americanos que voltaram das guerras do Iraque e do Afeganistão com dedos das mãos amputados. Segundo os pesquisadores, o resultado deve ser conhecido em 12 meses.

domingo, 25 de maio de 2008

Automedicação Pode Fazer Mal à Saúde

Aos primeiros sinais daquela ‘dorzinha de cabeça’ chata e persistente, sempre aparece um amigo, parente ou vizinho bem-intencionado para sugerir um remédio infalível. Mas o que o ‘médico de plantão’ não desconfia é que tomar medicamentos por conta própria ou aceitar a sugestão de terceiros pode ‘mascarar’ uma doença mais grave, adiar o diagnóstico correto e causar dependência. Em alguns casos, a automedicação pode provocar desde alergias e intoxicações até a morte do paciente.

No Brasil, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), os remédios ocupam o primeiro lugar no ranking de casos de intoxicação. No estudo mais recente, de 2005, os remédios provocaram 25,96% do total de alergias e intoxicações no País. “A cada 200 casos de intoxicação por remédio, pelo menos um leva à morte. E crianças até cinco anos são as maiores vítimas, respondendo por 30% dos casos. Na maioria das vezes, os principais responsáveis são os pais, que chegam a adulterar remédios de adultos para fazer efeito em crianças”, afirma Rosany Bochner, coordenadora do Sinitox.

Na opinião de especialistas, a grande variedade de medicamentos à venda nas farmácias sem exigência de prescrição facilita o acesso de quem procura alívio imediato para uma dor de cabeça aqui ou uma indisposição estomacal acolá. Não é à toa que os recordistas da automedicação são os remédios de venda livre ou OTC’s (sigla em inglês para ‘Over the Counter’ ou ‘Sobre o Balcão’): analgésicos, antitérmicos e antiinflamatórios.

“Todo e qualquer remédio, por mais inofensivo que pareça ser, tem riscos, contra-indicações e efeitos colaterais. Chega a ser engraçado quando pergunto ao paciente se já tomou algum remédio e ele diz: ‘Ah, doutor, só uma aspirina’. As pessoas não têm noção de que uma simples aspirina pode causar úlcera hemorrágica, distúrbios de coagulação e até problemas no funcionamento dos rins”, alerta Alfredo Salim Helito, clínico geral do Hospital Sírio-Libanês.

A arquiteta Josiane de Lima Machado, 47 anos, é um exemplo de quem já sofreu reação alérgica devido à automedicação. Por causa das dores nas costas e na cabeça, sempre fez uso contínuo de remédios de venda livre, como analgésicos e antiinflamatórios. “Cheguei a tomar uma média de três comprimidos por dia, de 6 em 6 horas, para conseguir trabalhar. E, mesmo assim, as dores não passavam. A medicação só aliviava meu sofrimento”, lembra Josiane.

Foi assim até o dia em que a arquiteta começou a apresentar inchaço nas pernas e descobriu que havia desenvolvido alergia às substâncias dipirona e diclofenaco. O jeito foi se submeter a tratamento de desintoxicação. “Por diversas vezes, cheguei a ser internada às pressas e as dores só iam embora quando eu tomava morfina. Se eu fosse ao médico toda vez que passasse mal, não faria outra coisa da vida. Por isso mesmo, passei a tomar alguns remédios por conta própria. O pior é que, com o passar do tempo, os medicamentos deixaram de fazer efeito e eu tive que aumentar a dosagem”, diz.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Doenças Custarão US$ 50 Bilhões ao Brasil nos Próximos Dez Anos

Doenças como diabete, obesidade, câncer e problemas cardíacos custarão ao Brasil quase US$ 50 bilhões nos próximos dez anos. Hoje, ministros de 191 países abriram a Assembléia Mundial da Saúde em Genebra para traçar estratégias sobre como garantir que esses prejuízos, principalmente para os países emergentes, sejam reduzidos. Os dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, pela primeira vez, doenças não-transmissíveis passaram a afetar mais pessoas no mundo e matar um número maior que as doenças como Aids, tuberculose ou malária.

"Normalmente associamos países em desenvolvimento com doenças infecciosas. Mas cada vez mais cresce o número de mortes por doenças não-transmissíveis", alerta Ties Boerma, diretor do departamento de Estatística da Organização Mundial da Saúde. Segundo os dados, a falta de atendimento público em muitos países obriga as pessoas a buscar alternativas privadas. Para pagar por tratamento, cerca de 100 milhões de pessoas são colocadas na pobreza.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças crônicas são hoje responsáveis por 60% de todas as mortes no mundo, e problemas como obesidade e diabete não são apenas doenças de países ricos. Nos próximos 25 anos, essas doenças vão matar 47 milhões de pessoas por ano, com altos custos para as economias. O cálculo da OMS é feito a partir da redução na capacidade produtiva das populações, além dos custos médicos para os sistemas de saúde que a explosão dessas doenças pode representar. No Brasil, o cálculo fica em torno de US$ 50 bilhões em dez anos. Na China, o custo poderá chegar a US$ 558 bilhões, contra US$ 237 bilhões na Índia.

Além de mais pobres, os países emergentes terão um custo bem superior ao dos países ricos para tratar desses problemas. Na Inglaterra, por exemplo, os prejuízos não devem passar de US$ 33 bilhões. Para tentar reverter a tendência, uma das estratégias da OMS é a de convencer o setor privado a também se envolver e estimular padrões de vida mais saudáveis. A idéia é que empresas, principalmente as multinacionais, adotem práticas para garantir boa saúde entre seus funcionários.

sábado, 17 de maio de 2008

Uso de Cobre Pode Evitar Infecções Hospitalares

Segundo o Ministério da Saúde, a taxa de pacientes que contraem infecções hospitalares no Brasil é de 13%. A situação é tão grave que, em 1999, o Ministério criou o Dia Nacional do Controle de Infecção Hospitalar, realizado em 15 de maio, com o objetivo de conscientizar os profissionais de saúde sobre as infecções hospitalares. A data mostrou-se tão relevante que está sendo transformada em lei neste ano.

O único estudo a respeito do tema foi realizado em 1994, pelo Ministério da Saúde, com 90 hospitais de médio e grande porte, e detectou que em torno de 13% dos pacientes internados contraíam as IHs.

Outro estudo, realizado pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), também da mesma época, demonstrou que cada caso onera o sistema em até US$ 1,4 mil, em média, além de aumentar a internação hospitalar em torno de 14 dias. No entanto, a crescente incidência de infecção hospitalar é um problema registrado em todo o mundo, independentemente do nível de desenvolvimento do país. Nos Estados Unidos, por exemplo, dos 2 milhões de americanos que contraem esse tipo de infecção, por ano, 100 mil são vítimas fatais, custando aos cofres públicos cerca de US$ 30 bilhões.

Por esse motivo, o governo americano está investindo em pesquisas que possam descobrir soluções eficazes para minimizar a ocorrência desse tipo de infecção nos centros médicos. Uma das novas descobertas, feitas pela Enviromental Protection Agency (EPA – Agência de proteção Ambiental dos Estados Unidos, em livre tradução), que legisla sobre a saúde pública daquele país, é o uso do cobre no combate às infecções.

No início de abril, o órgão aprovou o registro de ligas de cobre antimicrobiano, afirmando que beneficiam a saúde pública. Dessa maneira, o cobre passa a ser o primeiro metal bactericida do mundo. O registro da EPA baseia-se em testes de laboratórios independentes que utilizam protocolos estabelecidos por essa instituição e demonstraram a capacidade do cobre em destruir algumas das principais bactérias causadoras das infecções hospitalares, como: Staphylococcus aureus resistente a meticilina (MRSA), Enterobacter aureus, Escherichia coli e Campylobacter jejuni.

Segundo a EPA, quando as superfícies de ligas de cobre antimicrobianas, próximas aos pacientes, são limpas com regularidade, elas destroem mais de 99,9% das bactérias (específicas) dentro de um período de duas horas e continuam destruindo mais de 99% delas mesmo depois de repetidas contaminações.

As superfícies de ligas de cobre antimicrobianas são mais duráveis que outros revestimentos elaborados com materiais químicos, que podem desgastar-se ou rachar. A identificação e utilização de materiais de superfície - como camas, cadeiras ou mesas -, que proporcionam proteção antimicrobiana contínua e se ajustam às exigências do uso diário podem ajudar a reduzir a presença de bactérias infecciosas.